quarta-feira, 30 de março de 2011

Epitáfio

Veja só a questão que o Google coloca: "Que tal escrever um pouco sobre você!"

Tsc Tsc Tsc...

Eu acho, eu acho não, eu tenho certeza que esse povo da Google não me conhece, e, que fazer esse tipo de questionamento a mim é quase que um Desafio de Poltrona de Psicólogo!

Pois bem.. a algum tempo eu já queria escrever alguma coisa to tipo como um Epitáfio... logo... se esse espaço me é permito aqui, aqui eu o usarei para falar de mim, como se "mim mesmo" estivesse velho. Segue...

Errei demais... na verdade os erros que tive foram na pura e simples vontade de acertar. Geralmente era isso que eu ouvia, nunca acreditei. Mas só agora que entendo essa afirmação acho que posso usá-la em defesa própria neste manifesto.

Algumas vezes errei sozinho. A maioria das vezes. Mas muitas vezes também errei no coletivo. Sabe aquele torcedor de futebol que quando está sozinho parece quem nem sabe do que se trata o esporte, e quando se encontra com seus amigos de "Torcidada Organizada" vira outra pessoa, vira homem, desafia e bate no peito diante do seu adversário? Pois é.. foi assim...

Alguns me chamavam de influenciado. "Maria vai com as outras". Não acho. Tinha um amigo meu, o Alex Pinheiro meu exprofessor, que imagino não foi encontrado afim de tomar conhecimento do meu destino, que sempre me falava: Seja você o exemplo! E assim sempre tentei ser.

Apesar de nunca me achar um cara com espírito de liderança, algums amigos e principalmente as amigas, e mais principalmente ainda minhas cônjuges me achavam muito capaz. Por outro lado, nunca consegui externar essa inteligência de forma a cativar os outros para fazer o que eu queria. Mas sempre tive a última palavra nos atos que o meu círculo de amigos iriam tomar. Ou seja.. acho que ficava no meio-a-meio. Errei sim.. muito. Me sinto culpado (as vezes), mas não foi só culpa minha.

Me desculpe a palavra, afinal usava-mos ela o dia inteiro. Acertei pra caralho!

Depois de tanto tempo me recordo do tempo de escola, e das fofocas, e das intrigas, e das amizades, e de quanto eu falava para o pessoal.. "Gente, fala de gente" Não adianta tentar mudar minha cabeça, ainda mais nesse momento, se eu não tivesse sido um cara com uma pasciência enorme, nomeado até mesmo de pasivo, não teria chegado até aqui com a consciência tão tranquila.

Veja bem, do que adiantaria se eu tivesse batido na mesa, gritado, brigado, chutado o pau da barraca nas muitas vezes que tive a oportunidade, se agora, no final não tivesse ninguém nem sequer para ler essas palavras.

Acertei em nunca aceitar a traição. Acertei em nunca ter me deixado contaminar pela injustiça. Nunca aceitei essas coisas. Protegi meus próximos, e esses também me preservavam do mal. Terminei podendo comprar tudo que sempre quis. Mas muitas vezes proporcionar esse sucesso aos outros era melhor do que tê-lo para mim. Fui escada? Talvez.... mas não me arrempendo. Acertar com os amigos e famílias foi minha maior vitória.

Amei muito. Digo, muito mesmo! O Rei Roberto Carlos disse no primeiro show que fez depois da morte de sua esposa a seguinte frase: -De amar e ser amado, eu sei tudo! - E eu digo: Idem!

Primeiro, amei a Igreja. rs rs rs... Queria ser padre.. Imagina?! Depois dessa bobagem, continuei amando a Deus e deixei as instituições de lado e fiquei eternamente apaixonado pela fé!

Depois, amei a escola. Na verdade eu nunca fui um apaixonado pelo ofício de estudar, eu gostava mesmo era do ambiente. Lugar abençoado a escola viu! Se você ao ler isso acha que escola é só mais um prédio no seu bairro, pode ir começando a mudar de idéia. Escola é bacana demais. Apredi na escola a ter censo crítico e a pensar. O raciocínio matemático me fez super bem. Me tornei calculista e soube procurar vários caminhos para chegar ao resultado final. Já as matérias que a gente chamava "de ler", tipo português, geografia e principalmente história me fizeram acreditar que o que importou mesmo foram as relações interpessoais que fiz. Contar história foi como se permitir ao próximo, por outro lado, ouvir história foi dedicar um pouco do meu tempo para o colega do lado.

Amei incondicionalmente minha família (lógico). Minha mãe, meu pai (que saudade de conversar com ele) e meus irmãos. Eita povo que faz falta, viu! Enfim.. família é família e ficar aqui tecendo elogios a ela seria escrever eternamente sobre como o amor é bonito!

Me entreguei por demais as que se apaixonavam por mim! Nessa questão de paixão, eu não media consequências, me jogava. Me jogava tanto que deixei alguns corações partidos no meio do caminho. O meu também as vezes se quebrava, mas como minha alto confiança foi sempre muito elevada não me deixava abater. Relações vinham. Relações iam. Algumas ficaram guardadas, poucas. Muitas se foram e nem me lembro direito delas. O problema era quando eu me enganava, e consequentemente, enganava quem estava comigo com falsas promessas. Mas fazer o que? Sozinho não dava para ficar.

Joguei fora uma grande paixão! Mas também fiquei no relento. Estou até hoje e agora não há nada a fazer.

A essa altura só me lembro de coisas que fiz, conjugando verbos: corri, pulei, andei, chorei, sorri, sorri, sorri, cantei, trabalhei, trabalhei, trabalhei, trabalhei, cansei, descancei, joguei, viciei, larguei, peguei, fumei e bebi, impliquei, ignorei, chamei atenção, percebi e fui percebido, Louvei, Louvei, Louvei! Vivi!

Fui Campeão Brasileiro várias vezes! Dá-lhe Cruzeiro! "Chupa Galo" kkkkkk

Vivi intensamente tudo. Tudo o que a vida me proporcionou. Não neguei nada que foi colocado no minha frente (neguei drogas). Se caia um desafio na minha frente, eu pensava: "se está na minha frente, é porque eu dou conta". As vezes não dava, mas encarava. Me estrepei, e de tanto me estrepar, minha cara queimou e aprendi que não dava conta de tudo. Mas até hoje eu encaro. Nunca teve tempo ruim pra mim!

Chegando a esse ponto acho que fiz tudo que quiz. Escrevi tudo que queria. Se ficou alguma coisa a mais para dizer, me desculpe, esse sou Eu. "É o que tem para hoje!".

Meu eterno amigo Uanderson tinha uma música que falava:

Sou Meu / Sou o centro do mundo em que vivo / E onde estiver / Será meu paraíso!

Mas acho que esse é só o começo! Você ainda vai ouvir falar muito de mim!

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